Redução de estômago

A frequência com que as pessoas estão procurando por cirurgia de redução de estômago tem aumentado nos últimos anos.

Da mesma maneira, por outro lado, constantemente cresce o número de indivíduos considerados obesos, o que acaba se tornando um problema de saúde pública, já que doenças se torna outro fator presente na vida de gente com este quadro clínico.

Redução de Estômago

Redução de Estômago

Se torna maior as chances de pessoas obesas morrerem em decorrência de complicações respiratórias. Contudo, os malefícios não se restringem apenas ao sistema respiratório. Há outros males que são desenvolvidos, tais como:

  • Diabetes;
  • Hipertensão arterial;
  • Lesões de ossos;
  • Lesões das articulações;
  • Artrite degenerativa;
  • Varizes;
  • Entre outros.

Origem da cirurgia de redução de estômago

Profissionais como Fábio Moura, sendo este cirurgião gastroenterológico com especialização em videolaparoscopia, afimar que a obesidade era a doença do século XX sem total solução ainda em pleno século XXI.

Segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças, instituição localizada nos EUA, pessoas que falecem em decorrência de um quadro clínico de obesidade mórbida se equipara ao número de pessoas que morrem em função das doenças causadas pelo cigarro, sendo que esta, uma década atrás, estava bem na frente, em números espantosos.

Para combater um problema como a obesidade, que estava assumindo o nível de descontrole nunca antes imaginado, foi criado há mais de duas décadas uma equipe médica, em terras norte-americanas, no qual a finalidade era desenvolver uma forma de combate, evitando assim que continuasse a crescer o número de pessoas que morriam vítimas da obesidade.

Por conseguinte, originou-se a cirurgia de redução de estômago, sendo hoje um dos procedimentos mais comuns em todo o mundo.

A cirurgia para redução do estômago ou gastroplastia tem se tornado uma opção muito adotada por pessoas que estejam com o peso comprometido. No ambiente hospitalar, o procedimento é conhecido tecnicamente como cirurgia gastrintestinal para a obesidade, ou mesmo como cirurgia bariátrica.

Sua intervenção ocorre quando o paciente se encontra em um nível de obesidade no qual o seu tratamento já não é mais possível através de métodos tradicionais como medicamentos, alimentos e exercícios. Estando em jogo a vida do indivíduo, recorre-se a intervenção invasiva em último caso.

As duas categorias de redução de estômago

A cirurgia bariátrica, ou cirurgia para a redução do estômago, é categorizada de duas maneiras:

  • Cirurgia bariátrica restritiva;
  • Cirurgia disabsortiva.

1 # Cirurgia Bariátrica Restritiva

O estômago de pacientes que são submetidos à cirurgia bariátrica restritiva é reduzido, através desta técnica. A redução estomacal ocasiona diversas mudanças nos hábitos alimentares do operado, dado que a quantidade de comida a ser consumida já não é mais a mesma após o processo.

Restringe-se a quantidade, orientando ao paciente para que se preocupe com a qualidade. É importante ter em mente que a cirurgia bariátrica restritiva apenas restringe a quantidade de alimentos, sem comprometer o sistema digestivo, ou seja, o paciente não terá prejudicado nenhuma funcionalidade de seus órgãos, levando uma vida mais saudável do que antes.

A mudança mais contundente estará na capacidade de comer. As grandes quantidades darão espaço para porções menores, devido ao nível de saciedade facilmente alcançado, e que antes era comum à sua ausência, fazendo com que se comece mais e mais, sem nem se sentir satisfeito mesmo comendo muito e constantemente.

2 # Cirurgia bariátrica disabsortiva

O procedimento invasivo da cirurgia bariátrica disabsortiva é ainda mais complexo do que a restritiva, assim como se torna ainda mais crítico o quadro clínico do paciente, com peso ainda maior, potencializando também os problemas adicionais.

Através do processo disabsortivo, há uma perda maior de peso, sendo combinadas a restrição do estômago junto com um desvio parcial do intestino delgado. Frequentemente, é utilizada de técnica de Y de Roux, no qual é utilizado um anel de contenção para a redução do estômago.

Popularmente, a operação de redução de estômago é conhecida como desvio do intestino. Outras técnicas também realizadas dentro da cirurgia disabsortiva são:

  • Derivação boliopancreática;
  • Cirurgia de Payne;
  • Cirurgia de Hess (ou Bilipancreática com Duodenal Switch).

O que influenciará na escolha de qual técnica será utilizada é o médico que o realizará, assim como também é levada em consideração as características do paciente, a fim de garantir maior segurança e sucesso no processo de cirurgia bariátrica disabsortiva, ou cirurgia para a redução de estômago disabsortiva.

Possíveis consequência após a redução de estômago

Nem sempre, porém jamais descartada, a redução de estômago pode ocasionar consequências indesejáveis. O maior influenciador dos futuros resultados está mais no paciente do que na cirurgia, devido ao provimento de nutrientes de maneira irregular, contribuindo para possível problemas.

Em primeiro lugar, em hipótese alguma a cirurgia de redução de estômago deve ser realizada apressadamente. A complexidade do processo requer total tranquilidade, paciência e concentração.

Todas as etapas, desde o pré-operatório até os processos pós-operatórios devem ser planejados com toda a serenidade que o profissional puder se valer, a fim de garantir níveis elevados de sucesso, em cada fase realizada. Para tanto é preciso contar com uma equipe multidisciplinar, envolvendo os seguintes profissionais:

  • Endocrinologistas;
  • Cirurgião;
  • Psicólogo;
  • Cardiologista;
  • Pneumologista;
  • Fisioterapeuta;
  • Nutricionista;
  • Entre outros.

O apoio familiar é outro componente de extrema importância em cada fase, indo desde o pré até o pós-operatório da redução de estômago.

O incentivo para permanecer firme, as crenças e todas as forças que o paciente puder compartilhar com seus entes serão de fundamental importância para superar cada etapa. É preciso que o paciente esteja com o lado emocional equilibrado para que os processos possam ocorrer em problemas ou imprevistos.

Após as semanas ou meses com uma vida diferente da de antes da cirurgia, a qualidade de vida do paciente passa a adquirir cada vez mais espaço, ficando apenas no passado a vida com os muitos desconfortos ocasionados pela obesidade mórbida.

Com o tempo, o indivíduo passa a realizar novas atividades físicas que antes eram consideradas sacrificantes ou até mesmo impossíveis. O acompanhamento profissional da área da saúde ainda continua, porém, os benefícios são bem maiores do que as muitas restrições ocasionadas pelo excesso de peso.

A vida passa a ser desfrutada, de maneira como nunca se imaginou antes, durante os muitos desafios proporcionados pela obesidade, e que depois passa a ser totalmente melhores tanto nos aspectos emocionais, quanto profissionais e pessoais.

Para saber mais informações sobre os tipos de cirurgia de redução de estômago que existem, não deixe de conferir nosso outro artigo que fala dos tipos de redução de estômago.